A CARDIOVALE - Instituto de Cardiologia do Vale do Paraíba alerta: Cuide do seu Coração!


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A CARDIOVALE - Instituto de Cardiologia do Vale do Paraíba alerta: Cuide do seu Coração!


A saúde do nosso coração depende de nós, das nossas escolhas e dos nossos hábitos. A sabedoria popular diz “você é o que você come” e, de fato, a comida que ingerimos tem um grande impacto na nossa saúde e bem-estar, interferindo diretamente na nossa qualidade de vida. A correria do dia a dia e os avanços da tecnologia fazem com que nos preocupemos cada vez menos com o nosso estilo de vida e o resultado disso é uma alimentação inadequada, sedentarismo, estresse e maior de número de doenças. 
Hábitos de vida saudáveis como alimentação equilibrada, atividade física regular, ausência de fumo e controle emocional reduzem o risco de desenvolver doenças crônicas, como as doenças de coração (infarto do miocárdio, angina e até mesmo a morte súbita). Esta cartilha foi especialmente elaborada para auxiliar você nas escolhas que fazem bem ao seu coração. Ele o agradece!

Como identificar, tratar e prevenir os fatores de risco cardiovasculares
Os principais fatores de risco para o coração já são nossos velhos conhecidos como o colesterol alto, o cigarro, o diabetes, a pressão alta, a obesidade (principalmente o acúmulo de gordura na barriga), a falta de exercício físico, a alimentação inadequada e, finalmente, o estresse e a depressão.
 
Hoje sabemos que medidas preventivas como controlar o colesterol alto, não fumar, comer mais frutas e hortaliças e fazer exercícios físicos regularmente reduzem em 80% o risco de doenças do coração! O que estamos esperando?

Colesterol alto
O colesterol é uma importante substância para o nosso organismo, pois é fundamental para a fabricação de hormônios e outros componentes essenciais. Por isso 70% do colesterol de nosso corpo é produzido pelo fígado, sendo os outros 30% obtidos da dieta. 
Entretanto, há vários tipos de colesterol. O LDL-colesterol é conhecido como “colesterol ruim” porque é ele que, quando em excesso no sangue, se deposita facilmente na parede das artérias, formando as placas de gordura ou placas de aterosclerose que causam obstrução à circulação do sangue, propiciando o infarto e o derrame. Já o HDL-colesterol é chamado de “bom colesterol”, porque remove o colesterol ruim da circulação. 
A luta contra o colesterol ruim é antiga. Os valores ideais de LDL-colesterol estão cada vez menores, sendo recomendado que sua taxa no sangue seja menor que 100mg/dl. Se não atingirmos essas metas, mesmo fazendo dieta e exercícios, devemos tomar remédios indicados pelo médico para esse fim.
 
É importante também verificar o HDL-colesterol. Se ele estiver alto (acima de 60mg/dL), protege o coração dos efeitos prejudiciais do LDL-colesterol. Aumentar o HDL-colesterol não é tarefa fácil, depende de muito exercício físico, diminuição do peso; adicionalmente, os triglicérides (gorduras que circulam no sangue), quando estão aumentados, diminuem o HDL-colesterol.

A maior preocupação em relação ao colesterol elevado é que o indivíduo não sente nada até apresentar um problema cardíaco, que pode ser fatal. 
Além da dieta inadequada, fatores genéticos, diabetes, hipotireoidismo, obesidade, fumo, álcool, e alguns remédios podem aumentar o colesterol no sangue. Dessa forma, devemos nos atentar a nossa história familiar, aos nossos hábitos e as medicações que utilizamos.

Tabagismo (Fumo) 
É altamente agressivo para as artérias, endurecendo-as, diminuindo sua espessura e ajudando a formação das placas de gordura. Além disso, aumenta os processos inflamatórios que aceleram o entupimento das artérias. Fumar significa colocar no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, entre elas a nicotina, o monóxido de carbono e alcatrão. As vantagens para quem deixa de fumar são compensadoras: 8h após o último cigarro, o nível de oxigênio se normaliza, dois dias depois o olfato e o paladar funcionam melhor e, de cinco a dez anos após o término do vício, o risco de infarto volta a ser o mesmo daqueles que nunca fumaram. Além disso, a queima do tabaco e seus produtos é um dos maiores poluentes domiciliares, prejudicando todos os membros da família.

Diabetes Mellitus 
Controlar o açúcar no sangue reduz o risco de doenças do coração. Muitas vezes, descobre-se o diabetes quando problemas na retina (olhos), nos rins, nos nervos das pernas já estão presentes, por isso a importância de saber da existência da doença o quanto antes e tratá-la corretamente. O diabetes acelera o depósito de gordura nas artérias, provocando maiores complicações. 

Os valores normais das taxas de açúcar no sangue devem ser entre 70 e 99mg/dL em jejum. Considera-se diabetes quando são iguais ou maiores que 126mg/dL. Valores entre 100 e 125mg/dl apontam estado de resistência à insulina (pré-diabetes) e devem ser confirmados mediante outros exames.

Hipertensão Arterial Sistêmica (Pressão Alta) 
A pressão alta surge quando as artérias oferecem resistência ao fluxo de sangue ao coração, resultando num esforço extra para distribuir o sangue ao restante do corpo.
A pressão arterial ótima (ideal para minimizar o risco de problemas cardiovasculares) é 120 mmHg (sistólica) por 80 mmHg (diastólica) ou menos, quando temos até 130 mmHg (sistólica) por 85 mmHg a pressão arterial é considerada normal, e acima destes valores chamamos “normal alta” até valores iguais ou maiores que 140mmHg (sistólica) por 90mmHg (diastólica), quando está estabelecida a hipertensão arterial sistêmica – considerando sempre, para qualquer valor obtido da pressão arterial, que as medidas foram realizadas em repouso e em duas ou mais ocasiões.
Em pacientes diabéticos e/ou com insuficiência renal crônica a pressão arterial é considerada normal deve ser inferior a 130 (sistólica) por 80 (diastólica)
Além da predisposição genética (tendência familiar), o excesso de ingesta de sal, viver sob estresse, peso elevado, falta de atividade física e excesso de bebida alcoólica podem causar aumento da pressão. Evitando-se esses fatores, é possível controlá-la, mesmo quando existir a tendência familiar.
 
A pressão alta é uma doença silenciosa, mas suas complicações causam danos em órgãos vitais como cérebro (acidente vascular cerebral – AVC/derrame), coração (infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca) e rins (insuficiência renal).


Criado por: Prof. Dr. João Manoel Theotonio dos Santos - 30.07.2016 00:27:08

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